Setor de tecnologia
V3: integração complementar após checagem cruzada de dois documentos de terceiros trazidos pelo usuário. Adicionados (todos verificados em fonte primária própria): Lei do Bem 2024 (B.11), comércio exterior de TIC (B.12), adoção de agentes de IA no Brasil (B.5), pacote de segurança do BCB de 05/09/2025 (C.5), detalhamento do Relatório de Cidadania Financeira 2025 (C.8), e falas de Roberto Campos Neto e Isaac Sidney (Parte D). Uma referência normativa incorreta de um dos documentos de terceiros (Resolução CMN "5.177/2024") foi identificada e corrigida para a resolução real, 5.050/2022 (C.5).
- Resumo Executivo
- Parte A — Histórico Econômico-Industrial Mundial da TI/TIC
- Parte B — Panorama do Setor de Tecnologia no Brasil
- Parte C — Crescimento das Fintechs no Brasil
- Parte D — Opiniões de Apoiadores e Críticos
- Parte E — Tabela de Divergências Consolidada
- Parte F — Tabela Síntese dos Dados Corroborados
- Parte G — Referências Consolidadas
Esta pesquisa cobre três frentes dentro do setor econômico de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC): (i) o histórico econômico-industrial mundial da indústria, dos mainframes da década de 1950 à Inteligência Artificial (IA) generativa; (ii) o panorama estrutural do setor de TIC no Brasil; e (iii) o crescimento das fintechs como subsetor inovador, com o levantamento de opiniões de apoiadores e críticos.
No plano mundial, a indústria de TIC nasceu como negócio comercial com o UNIVAC I (1951) e o IBM System/360 (1964), passou pela criação do microprocessador comercial (Intel 4004, 1971) e do computador pessoal (Apple II, 1977; IBM PC, 1981), formou o software empresarial como categoria econômica autônoma (Microsoft, Oracle), atravessou a comercialização da internet e a bolha das pontocom nos anos 1990, consolidou a computação em nuvem e a economia de aplicativos móveis nos anos 2000 (AWS, iPhone), e chegou à década atual com blockchain (Bitcoin, 2008–2009) e IA generativa (ChatGPT, 2022) como suas fronteiras mais recentes.
No Brasil, o macrossetor de TIC (definição Brasscom) atingiu R$ 919,7 bilhões em 2025 (7,2% do PIB), enquanto o mercado de TI acompanhado pela ABES/IDC — hardware, software e serviços — somou US$ 67,8 bilhões (crescimento de 18,5%, acima da média mundial), mantendo o Brasil na 10ª posição no ranking global de investimento em TI. O país concentra o maior número de deep techs da América Latina, ainda que atrás de Chile e Argentina em volume de investimento privado. A Lei do Bem impulsionou R$ 51,59 bilhões em P&D em 2024 (4.252 empresas beneficiadas), enquanto o setor manteve déficit comercial externo relevante. O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) prevê R$ 23,03 bilhões entre 2024 e 2028; 40% das grandes empresas já investem em agentes de IA (ABES/IDC), embora apenas 17% do total de empresas brasileiras usem IA de alguma forma (Cetic.br/NIC.br). A cobertura de 5G já superou, em 2025, a meta que a Anatel havia fixado para 2027. Ao mesmo tempo, o relatório identifica um déficit estrutural de profissionais de TI, investimento em cibersegurança abaixo do padrão internacional, e uma ANPD que foi transformada em agência reguladora plena pela Lei nº 15.352/2026.
As fintechs brasileiras cresceram de forma acelerada, ainda que a contagem exata de empresas ativas varie substancialmente entre fontes (de 828 a mais de 2.100). O Pix consolidou-se como principal instrumento de pagamento do país, batendo recorde de 313,3 milhões de operações em um único dia em dezembro de 2025; o Open Finance ultrapassou 100 milhões de consentimentos ativos; e o crédito ofertado por fintechs amadureceu, com maior uso de garantias. Segundo o Relatório de Cidadania Financeira 2025 do BCB, 96,4% dos adultos brasileiros (175,22 milhões de pessoas) têm relacionamento com o Sistema Financeiro Nacional. O projeto do real digital (Drex) sofreu revés técnico em 2025, com o abandono da infraestrutura de blockchain originalmente escolhida.
O levantamento de opiniões mostra um setor sob tensão regulatória: autoridades do Banco Central, atuais e anteriores, defendem publicamente o papel do Pix na inclusão financeira, enquanto a Operação Carbono Oculto (2025) e um pacote de oito resoluções do BCB de setembro de 2025 — antecipado por críticas públicas do presidente da Febraban, Isaac Sidney — expuseram o uso de fintechs por organizações criminosas para lavagem de dinheiro em escala bilionária. No plano internacional, o FMI reconhece o potencial da IA de elevar a produtividade global, ao mesmo tempo em que alerta para riscos de desemprego e desigualdade.
Foram identificadas e documentadas — sem reconciliação por cálculo próprio — dez divergências relevantes entre fontes (Parte E), além de pontos em que os dados disponíveis não puderam ser corroborados em fonte primária. A Parte F apresenta uma síntese dos dados confirmados de forma consistente por múltiplas fontes independentes.
Sigla usada pela primeira vez neste documento: Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).
O UNIVAC I, desenvolvido pela Eckert-Mauchly Computer Corporation (adquirida pela Remington Rand), tornou-se o primeiro computador eletrônico produzido comercialmente nos Estados Unidos, com cerca de 46 a 48 unidades vendidas a órgãos públicos e empresas entre 1951 e 1957. O marco representou a transição do computador de instrumento científico/militar isolado (como o ENIAC) para produto comercializável em série, abrindo o mercado de processamento de dados para governos e grandes corporações — e motivando a própria IBM a entrar no negócio de computadores comerciais nesse mesmo período.
Em 7 de abril de 1964, a IBM anunciou a família System/360, composta por seis modelos de processadores mutuamente compatíveis e mais de 40 periféricos padronizados, substituindo as linhas de produtos incompatíveis que existiam até então. O desenvolvimento custou à IBM mais do que o dobro de sua receita anual de 1962 (US$ 2,5 bilhões), sendo descrito por fontes especializadas como uma aposta que colocou em risco a própria continuidade da empresa.
Em apenas três meses após o lançamento, a IBM recebeu US$ 1,2 bilhão em encomendas; em cinco anos, mais de 33 mil unidades foram vendidas; a linha 360 gerou mais de US$ 100 bilhões em receita até meados da década de 1980 e chegou a deter 65% de participação no mercado mundial de mainframes na década de 1990.
Em 15 de novembro de 1971, a Intel lançou o 4004, resultado de um projeto contratado originalmente pela fabricante japonesa de calculadoras Busicom, tornando-se o primeiro microprocessador comercial de chip único do mundo. A Intel, até então fabricante de chips de memória, passou a desenvolver microprocessadores como nova linha de negócio após a concorrência japonesa pressionar o mercado de memórias — tornando-se, segundo o Computer History Museum, a maior projetista e produtora mundial de microprocessadores por mais de três décadas.
O Apple II (junho de 1977), projetado por Steve Wozniak, foi um dos primeiros computadores pessoais voltados ao mercado de consumo em massa. Quatro anos depois, em 12 de agosto de 1981, a IBM lançou o IBM PC (modelo 5150) usando componentes padronizados de mercado (arquitetura aberta), o que permitiu a formação da indústria de "clones" compatíveis com IBM. A publicação das especificações técnicas pela própria IBM criou um mercado de fabricantes terceiros de hardware e software, e a Microsoft — ao negociar a manutenção dos direitos de licenciamento do MS-DOS para outros fabricantes — lançou as bases de seu modelo de negócio como fornecedora independente de sistemas operacionais.
O IBM PC detinha apenas 5% das vendas de computadores pessoais em seu primeiro ano (1981), mas os fabricantes de "IBM compatíveis" já somavam 25% do mercado em 1983 e ultrapassavam a Commodore como líder em 1985 — consolidando o padrão DOS/Intel como dominante na indústria.
A Microsoft, fundada em 4 de abril de 1975 por Bill Gates e Paul Allen, firmou em 1981 o acordo com a IBM para fornecer o sistema operacional do IBM PC (comercializado posteriormente como MS-DOS para outros fabricantes). A Oracle, fundada em 16 de junho de 1977 (então Software Development Laboratories) por Larry Ellison, Bob Miner e Ed Oates, lançou em 1979 o primeiro banco de dados relacional comercial baseado em SQL, tendo a Força Aérea dos EUA como primeira cliente. Consolidou-se, assim, a distinção entre fabricantes de hardware e fornecedores independentes de software como categorias econômicas separadas — o software empresarial passou a ser vendido como produto autônomo, não mais embutido no preço do hardware.
A Oracle evoluiu de contratos governamentais pontuais para companhia multinacional de software corporativo, hoje avaliada em receita de aproximadamente US$ 57,4 bilhões (ano fiscal de 2025); a Microsoft transformou o licenciamento de sistema operacional em seu principal motor de crescimento ao longo da década.
A abertura comercial da internet, somada à criação da World Wide Web por Tim Berners-Lee (1989–1990), permitiu a formação de um novo segmento econômico de empresas nativas digitais, incluindo a Amazon (fundada em 1994) e o eBay (1995). Segundo o Banco Mundial, o uso da internet nos Estados Unidos saltou de 0,785% da população em 1990 para 43% em 2000; o índice Nasdaq Composite subiu 600% entre 1995 e o pico de março de 2000.
A partir do pico de 10 de março de 2000 (Nasdaq em 5.048 pontos), o índice caiu 78% até outubro de 2002, eliminando cerca de US$ 5 trilhões em valor de mercado, provocando falência de grande parte das empresas ".com" fundadas a partir de 1996 (estimativa de 52% de mortalidade até 2004). Apesar da bolha, empresas como Amazon e Google (fundada em 1998) sobreviveram e se tornaram parte da infraestrutura permanente da economia digital.
A Amazon lançou o Amazon S3 em 14 de março de 2006 e o Amazon EC2 (beta) em 25 de agosto de 2006, transformando a infraestrutura interna que desenvolvera para seu próprio comércio eletrônico em um serviço comercial de computação em nuvem sob demanda — criando a categoria de Infrastructure as a Service (IaaS). Em 2023, a AWS detinha cerca de um terço do mercado mundial de computação em nuvem, à frente do Azure (23%) e do Google Cloud (11%); a divisão de nuvem responde por 15%–18% da receita total da Amazon, mas por quase 50% do lucro operacional da companhia.
A Apple lançou o primeiro iPhone em 29 de junho de 2007, sem aplicativos de terceiros; um ano depois (10 de julho de 2008), a App Store abriu a plataforma para desenvolvedores externos, criando a "economia de aplicativos". O iPhone vendeu 270 mil unidades nas primeiras 30 horas e 1 milhão em 74 dias; desde 2007, a Apple já vendeu mais de 3 bilhões de unidades, com a linha respondendo historicamente por cerca de metade da receita total da empresa.
Sigla usada pela primeira vez neste documento: Inteligência Artificial (IA).
Em 31 de outubro de 2008, sob o pseudônimo Satoshi Nakamoto, foi publicado o whitepaper "Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System", propondo um sistema de moeda digital descentralizada baseado em blockchain; o bloco gênese foi minerado em 3 de janeiro de 2009. O documento surgiu no auge da crise financeira global de 2008, semanas após a quebra do Lehman Brothers. A primeira transação comercial conhecida em bitcoin só ocorreu em maio de 2010 (compra de duas pizzas por 10 mil bitcoins, então avaliados em ~US$ 41) — ilustrando a adoção inicialmente lenta da tecnologia.
Em 30 de novembro de 2022, a OpenAI lançou publicamente o ChatGPT, que se tornou o produto de tecnologia de crescimento mais rápido da história até então, atingindo 100 milhões de usuários mensais ativos em cerca de dois meses — mais rápido do que TikTok (9 meses) ou Instagram (30 meses). A McKinsey estimou que a IA generativa poderia adicionar entre US$ 2,6 trilhões e US$ 4,4 trilhões anuais à economia global.
Siglas usadas pela primeira vez: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), Brasscom, Softex, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), International Data Corporation (IDC).
| Recorte | Quem publica | O que inclui | Seção |
|---|---|---|---|
| "Informação e Comunicação" (Contas Nacionais) | IBGE | Telecom, TV/rádio, edição/conteúdo, TI | B.1 |
| "Macrossetor de TIC" | Brasscom | Recorte próprio e mais amplo: nuvem, IA, IoT, mobilidade, dados | B.2 |
| "Mercado de TI" (hardware+software+serviços) | ABES / IDC | Mercado consumidor de tecnologia, comparável internacionalmente | B.3 |
| Telecomunicações (infraestrutura) | Anatel | Acessos móveis, banda larga fixa, cobertura 5G | B.9 |
| Indicador | Dado — Fonte e Data |
|---|---|
| PIB brasileiro (2025, valores correntes) | R$ 12,7 trilhões; crescimento real total de 2,3% no ano — IBGE, 03/02/2026 |
| Crescimento da atividade "Informação e Comunicação" (2025) | +6,5% real frente a 2024 — IBGE, 03/02/2026 |
| Emprego no setor (telecom, rádio, TV) | De 436.362 (2023) para 483.695 (2025) — Caged/Ministério das Comunicações, 03/03/2026 |
| Investimento estrangeiro direto em telecomunicações (2025) | US$ 7,44 bi (R$ 39,1 bi), alta de 20,4% vs. 2024 — BCB/Ministério das Comunicações, 03/03/2026 |
| Indicador | Dado — Fonte e Data |
|---|---|
| Macrossetor de TIC (2024) | R$ 762,4 bi = 6,5% do PIB; crescimento nominal 8–9%/ano — Brasscom, 05/08/2025 |
| Macrossetor de TIC (2025) | R$ 919,7 bi = 7,2% do PIB; crescimento de 15% no ano — Brasscom, "Relatório Setorial 2025", 12/05/2026 |
| Projeção de investimentos 2026–2029 | Até R$ 2 tri (+19,3%/ano): nuvem R$ 765,6 bi (+21%), IA R$ 736,6 bi (+20%), IoT R$ 63,6 bi (+16%), mobilidade/dados/banda larga R$ 646,1 bi (+1%) — Brasscom, 12/05/2026 |
| Investimento em cibersegurança no orçamento de TI | 6,4% — 35% abaixo do padrão internacional (valor de referência não localizado) — Brasscom, 12/05/2026 |
| Conectividade (2025) | 85% da população conectada; 65% só pelo celular; +30 milhões de terminais M2M/IoT — Brasscom, 12/05/2026 |
| Representatividade de profissionais negros no setor de TI (2025) | 33,3% — Brasscom, 12/05/2026 |
| Indicador | Dado — Fonte e Data |
|---|---|
| Mercado de TI no Brasil (2025) | US$ 67,8 bi (+18,5% vs. US$ 58,6 bi em 2024) — acima da média global de 14,1%. Projeção 2026: +5,3% (mundo: +9,7%) — ABES/IDC, 22ª edição, 01/04/2026 |
| Composição do mercado (2025) | Hardware 47,9% | Software 32,1% | Serviços 20% — mesma fonte |
| Posição global e peso na América Latina (2025) | 10ª posição mundial; participação no mercado latino-americano sobe de 34,7% para 38,4%; investimento total LatAm: US$ 176,6 bi — mesma fonte |
| Edição anterior (21ª, dados de 2024) | 10ª posição mundial, US$ 59 bi (1,6% do total global), +13,9% no ano (mundo: +10,8%); ~35% do investimento em TI da América Latina — ABES/IDC, 20/03/2025 |
| Indicador | Dado — Fonte e Data |
|---|---|
| Deep techs mapeadas (Brasil, 2025) | 952 (72,3% das 1.316 mapeadas na América Latina) — maior concentração da região — "Deep Tech Radar Latam 2025" (Emerge/Cubo Itaú via Agência FAPESP), 11/09/2025 |
| Posição em investimento privado | 3ª na América Latina (atrás de Chile e Argentina); US$ 216 milhões entre as 952 empresas; apenas 7% receberam capital privado — mesma fonte |
| Levantamento anterior (2024, metodologia distinta) | R$ 1,5 bi investidos (+20% vs. 2023); 875 startups mapeadas (55% em SP); só 30% em estágio de comercialização — Emerge Brasil, "Panorama Deep Techs" 2024, 29/05/2025 |
| Indicador | Dado — Fonte e Data |
|---|---|
| Investimento em agentes de IA (grandes empresas) | 40% já investem; 33% planejam nos 12 meses seguintes (7 em 10 empresas); 53% dos executivos apontam IA generativa/agentes como prioridade 2026 — ABES/IDC (103 executivos BR + 507 LatAm), 15/06/2026 |
| Uso de qualquer IA (todas as empresas, TIC Empresas) | 17% em 2025 (13% em 2023/2024) = 93.475 empresas; maior entre grandes corporações (50%) e no setor de Informação e Comunicação (49%); BR (17%) abaixo da UE (20%) — Cetic.br/NIC.br, 15/06/2026 |
| Dados complementares | Bain: 25% com ao menos 1 caso de uso em produção (12% em 2024), 67% consideram prioridade estratégica (mai/2025) | AWS/Strand Partners: 40% já usam IA nos negócios (ago/2025) |
| Indicador | Dado — Fonte e Data |
|---|---|
| Investimento em cibersegurança no orçamento de TI | 6,4% — 35% abaixo do padrão internacional (Brasscom, ver B.2) |
| Investimentos em segurança cibernética (2025) | ~US$ 2,1 bi; nuvem pública ~US$ 3,5 bi (+20%) — ABES/IDC, 20/03/2025 |
| Indicador | Dado — Fonte e Data |
|---|---|
| Sanções aplicadas pela ANPD até ago/2024 | 18 sanções administrativas; apenas 2 multas (mesma microempresa), somando R$ 14,4 mil — nenhuma grande empresa multada em 2024 — TI Inside, 23/09/2025 (citando ANPD) |
| Comparação internacional | Multas do GDPR (UE) somaram €1,78 bi entre jan/2023 e jan/2024 — mesma fonte |
| Transformação da ANPD em agência reguladora | MP nº 1.317/2025 (apresentada set/2025) → aprovada na Câmara em 09/02/2026 → aprovada no Senado em 24/02/2026 → sancionada como Lei nº 15.352/2026 em 25/02/2026 — Senado Federal; Câmara/Poder360; ANPD; Agência Brasil; Migalhas |
| Teto de multas da LGPD | 2% do faturamento por infração, até R$ 50 milhões — Lei nº 13.709/2018 |
| Crescimento de processos/denúncias (2020–2025) | Mais de 10x, segundo a própria ANPD — artigo de 06/11/2025 |
| Mapa de Temas Prioritários 2026–2027 (ANPD, dez/2025) | 4 eixos: direitos dos titulares, proteção de crianças/adolescentes, poder público, IA — 40 ações fiscalizatórias previstas no 1º eixo em 2 anos |
| Indicador | Dado — Fonte e Data |
|---|---|
| Déficit de profissionais de TI (2019–2024) | Demanda: 665.403 | Formados: 464.569 | Descasamento: 30,2% — Brasscom, fev/2025 |
| Projeção de empregos formais até dez/2025 | Entre 30 mil e 147 mil — mesma fonte |
| Origem do acréscimo de profissionais (2025) | 57% via MEI/informal (vs. 71,9% via CLT em 2024); 58,8% concentrados em desenvolvimento de sistemas — Brasscom, 12/05/2026 |
| Indicador | Dado — Fonte e Data |
|---|---|
| Cobertura de 5G | 63,61% do território (ago/2025); 63,71%–64,94% da população — supera a meta da Anatel para 2027 (57,67%) com 3+ anos de antecedência — Anatel, ago/2025 |
| Acessos móveis (dez/2025) | 270,2 milhões (+2,6% vs. dez/2024); 5G: 58,1–58,2 milhões (~21,5% da base, +45,2%); 4G ainda ~66% da base — Anatel, fev/2026 |
| Banda larga fixa (dez/2025) | 53,9 milhões de acessos (+2,7%); fibra óptica ~79% das conexões — Anatel, 04/02/2026 |
| Uso de internet e qualidade | 84,46% da população usa internet (meta 2027: 95%); satisfação subiu de 6,9 para 7,4 (0–10); velocidade média: 450 Mbps (2º tri/2025, +10%) — Anatel, ago/2025 |
| Estações rádio-base (ERBs) 5G | 52.454 licenciadas, 8 prestadoras (fev/2026) — TELETIME/Anatel |
| Programa Norte Conectado | R$ 1,3 bi; ~7,5 milhões de pessoas em 70 localidades; ~12 mil km de fibra óptica — Ministério das Comunicações, 03/03/2026 |
| Indicador | Dado — Fonte e Data |
|---|---|
| Nova Indústria Brasil (NIB) | Lançada em 22/01/2024; R$ 300 bi (ou R$ 330 bi, ver divergência) em financiamentos até 2026; meta de elevar de 23,5% para 90% as indústrias digitalmente transformadas até 2033 — MDIC/Agência Gov |
| Resultados da NIB até jun/2025 | R$ 3,4 tri em investimentos viabilizados (R$ 1,2 tri federal + R$ 2,2 tri privado); Plano Mais Produção aprovou R$ 653,2 bi em 428 mil projetos — CNI |
| PL nº 4.133/2023 (marco legal permanente) | Regime de urgência aprovado na Câmara em fev/2026; em tramitação no Senado — ainda não sancionado |
| Medidas de política industrial (12 maiores economias, 2017–2023) | ~12 mil medidas adotadas — CNI |
| Indicador | Dado — Fonte e Data |
|---|---|
| Investimentos privados em P&D via Lei do Bem (2024) | R$ 51,59 bi (+23% vs. R$ 41,93 bi em 2023); 4.252 empresas beneficiadas; 14.877 projetos; renúncia fiscal de R$ 11,98 bi — MCTI, 02/06/2026 |
| Total acumulado (2006–2024) | +R$ 296 bilhões investidos sob a Lei do Bem desde sua criação — MCTI, via "Brasil País Digital", dez/2025 |
| Indicador | Dado — Fonte e Data |
|---|---|
| Exportações e importações de TIC (2023) | Exportações: R$ 46,2 bi (+9,1%) | Importações: R$ 182,5 bi (−2,8%) — Brasscom, via Abranet, abr/2024 |
| Evolução 2020–2025 | Exportações +R$ 28 bi | Importações +R$ 57 bi no período — Brasscom, via TELETIME, abr/2026 |
Siglas usadas pela primeira vez: Sociedade de Crédito Direto (SCD), Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP), Instituição de Pagamento (IP), Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), Pessoa Física (PF), Pessoa Jurídica (PJ), Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Fintechs são empresas que utilizam tecnologia de forma intensiva para oferecer produtos e serviços financeiros — pagamentos, crédito, investimentos, seguros — de forma inovadora, frequentemente fora da estrutura tradicional dos grandes bancos. No arcabouço regulatório brasileiro, a Resolução CMN nº 4.656/2018 criou duas categorias de fintechs de crédito: a Sociedade de Crédito Direto (SCD), que empresta com recursos próprios e assume o risco de crédito, e a Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP), modelo de peer-to-peer lending em que o risco é assumido pelos investidores. Categorias adicionais mapeadas pelo mercado incluem instituições de pagamento, bancos digitais, corretoras digitais, insurtechs e fintechs de inclusão financeira.
| Levantamento | Contagem (2025) | Fonte e Data |
|---|---|---|
| Fintech Report 2025 | 828 (+34% vs. levantamento anterior) | Distrito, 23/04/2025 |
| Mapeamento de Fintechs Atuantes 2025 | 2.156 fintechs ativas | Fincatch, 27/11/2025 |
| Panorama Regional das Fintechs | 2.083 ativas (71,9% no Sudeste) | Sling Hub + Torq/Evertec, 28/05/2026 |
| ~60% das fintechs latino-americanas | ~1.600 (60% de 2.800+ na América Latina) | Distrito, citado em reportagem, 21/03/2025 |
| Indicador oficial (BCB) | Dado — Fonte e Data |
|---|---|
| Instituições de Pagamento (IPs) autorizadas | 174 (dez/2024, ante 115 em 2023, +50%) — BCB, 21/03/2025 (via Finsiders Brasil) |
| Sociedades de Crédito Direto (SCDs) | 134 (dez/2024); maior expansão 2020→2021 (+56%) — mesma fonte |
| Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEPs) | Estagnadas em 12 desde 2023 (Mova e Nexoos vendidas a Serasa e Ame) — mesma fonte |
| Indicador | Dado — Fonte e Data |
|---|---|
| VC total no Brasil (2025) | US$ 4,5 bi em 459 rodadas (−13% volume, −22% nº de aportes vs. 2024); US$ 2,4 bi via FIDCs — Bloomberg Línea, 17/01/2026 |
| VC específico em fintechs (2025) | US$ 2,77 bi em 106 rodadas — menor nº de rodadas em 5 anos (vs. 244 em 2021 com volume similar) — Sling Hub/Torq, 28/05/2026 |
| Distribuição regional das captações de fintechs | Sudeste: 88,2% do volume (91 rodadas) | Nordeste: 4 rodadas, ~US$265 mi (maior mediana, destaque iCred/SE) | Sul: 10 rodadas, US$55,7 mi (Makasi/PR, Asaas/SC) | Centro-Oeste: 1 rodada | Norte: nenhuma — mesma fonte |
| Participação das fintechs no VC brasileiro (1º tri/2025) | 52% dos investimentos por segmento (à frente de energia 18%, cleantechs 6%, HRtechs 4%) — Bloomberg Línea, 05/04/2025 |
| VC geral no Brasil (contexto) | US$ 2,14 bi em 2024 (+13,83%); US$ 371,7 milhões no 1º tri/2025 (+5%) — Distrito, via Empresário Digital, 22/04/2025 |
| VC mundial (contexto, não Brasil) | US$ 469 bi em 2025 (maior desde 2022); mega-rounds +77%; IA respondeu por ~metade do financiamento — CB Insights, 22/01/2026 |
| Indicador | Dado — Fonte e Data |
|---|---|
| Crédito total do SFN (2025) | R$ 7,1 tri (+10,2% no ano) — BCB, via Dock |
| Inadimplência do crédito de fintechs | 10,1% (vs. 9,5% no ano anterior; SFN tradicional: 3,5%); atendem 95 milhões de PF e 72.249 PJ — BCB, via Forbes Brasil |
| Inadimplência PJ nas fintechs | Caiu de 5,3% para 3,4% (SFN geral: 2,0%, influenciado por grandes empresas) — PwC Brasil |
| Uso de garantias em crédito | 77% das fintechs pesquisadas usam garantias (vs. 70% no ano anterior, 34% em 2021); crédito sem garantia caiu de 60% (2019) para 14% (2025) — PwC Brasil / Forbes |
| Papel das fintechs na inclusão/exclusão de dívidas (2019–2022) | Crescimento de 129% — Serasa, via Forbes |
| Novas regras de capital mínimo | SCD: de R$ 1 mi para R$ 9,6 mi | IP emissora de moeda eletrônica: de R$ 2 mi para ~R$ 11 mi; 679 instituições (39% das autorizadas) precisarão reforçar capital até 2028 — BCB (Relatório de Estabilidade Financeira), via Forbes |
| Marco | Data | Conteúdo |
|---|---|---|
| Resolução CMN nº 4.656 | 26/04/2018 | Criou as categorias SCD e SEP |
| Resolução CMN nº 5.050 | 2022 (vigência 01/01/2023) | Revogou arts. 1º–26, 47 e 48 da Resolução 4.656/2018, consolidando e atualizando as regras da SCD/SEP |
| Pacote de segurança do BCB (8 resoluções) | 05/09/2025 | Resposta à infiltração do crime organizado via IPs não autorizadas e PSTIs: limite de R$ 15 mil no Pix/TED para não autorizados; proibição de operar sem autorização prévia; prazo de regularização antecipado para maio/2026; capital mínimo de R$ 15 mi para PSTIs |
| Circular BCB nº 4.015 (Open Finance) | 04/05/2020 | Fases 1–4: dados cadastrais/transacionais → iniciação de pagamento/crédito → investimentos, seguros, previdência |
| Resolução Conjunta nº 10/2024 e Resoluções BCB 398–400/2024 | Vigência 01/01/2025 e 01/07/2025 | Participação obrigatória no Open Finance para instituições/conglomerados com +5 milhões de clientes |
| Instruções Normativas BCB 615, 637 e 720 | 2025–2026 | Novas versões dos manuais de APIs (7.0), Experiência do Cliente (8.0) e Segurança (5.0) do Open Finance |
| Projeto Drex (real digital) | 2020–2026 | 2ª fase-piloto encerrada em nov/2025; BCB abandonou a infraestrutura Hyperledger Besu por problemas de privacidade; LIFT Day (mar/2026) confirmou foco em reconciliação de gravames |
| Resolução Conjunta BCB/CMN nº 16/2025 | 2025 | Citada por fonte de mercado como responsável por profissionalizar o Banking as a Service (BaaS) — não confirmada em fonte primária nesta pesquisa |
| Indicador | Dado — Fonte e Data |
|---|---|
| 1º semestre de 2025 (todos os instrumentos) | 72,5 bi de operações, R$ 59,7 tri (+15,2% qtd., +14,5% valor); Pix: 36,9 bi (50,9% do total, +27,6%) — BCB, via E-Commerce Brasil |
| 2º semestre de 2025 | 78,4 bi de operações, R$ 68,2 tri (+12,9%/+14,1%); Pix: 54,7% das transações (42,9 bi, +24,3%) mas só 28,6% do valor (TED lidera em valor: 34,7%); ticket médio do Pix: R$ 456 (+7%) — BCB, 07/04/2026 |
| Recorde diário | 313,3 milhões de transações e R$ 179,9 bi em 5/dez/2025 (recorde anterior: 250,5 mi / R$124,4 bi em 6/abr/2024) — Agência Brasil/BCB |
| Pix por Aproximação | Lançado em 28/02/2025 — pagamento contactless, sem QR Code — BCB |
| Indicador | Dado — Fonte e Data |
|---|---|
| Consentimentos ativos (ago/2025) | Mais de 103 milhões — Celcoin News, citando BCB, 08/01/2026 |
| Consentimentos por tipo (2024) | 40,8 mi como receptoras (PF) e 37,6 mi como transmissoras; +49% em consentimentos únicos no ano até abr/2025. Maiores receptores: Nubank, Mercado Pago, Itaú, BB, Santander — Associação Open Finance Brasil |
| Consentimentos ativos (dado mais recente) | Mais de 197 milhões — Dock, citando BCB |
| Indicador | Dado — Fonte e Data |
|---|---|
| Adultos com relacionamento no SFN (dez/2024) | 96,4% = 175,22 milhões de pessoas; média de 6,7 relacionamentos ativos/pessoa; 21,1 milhões inativos (11,6%) — BCB, "Relatório de Cidadania Financeira 2025", 13/04/2026 |
| Recurso a crédito caro/informal (até fim de 2024) | 53 milhões de pessoas — "inclusão financeira incompleta"; 117 milhões com operação de crédito ativa — mesma fonte |
| Bancarização por região (2024) | Maior no Centro-Oeste (96,9%), menor no Norte (94,2%); cooperativas de crédito atendem 20,8 milhões (11,9% dos adultos) — mesma fonte |
| Adoção do Pix | 74% dos inscritos no CadÚnico com chave Pix (dez/2023); 72% dos indivíduos usam Pix ao menos 1x/ano; 273 bi de transações totais em 2024 (6x mais que 2020) — mesma fonte |
| Dado histórico regional (2015–2017) | Sudeste 90,9% x Norte 72,3% de relacionamento bancário — BCB, edição anterior do Relatório de Cidadania Financeira |
| Dado histórico (2022, não atual) | 38,5% de adultos sem conta bancária (Fundação Dom Cabral); +64 milhões com restrição ao crédito (Serasa) |
O presidente do Banco Central do Brasil (BCB), Gabriel Galípolo, afirmou que o Pix ampliou o acesso da população brasileira aos serviços financeiros, argumentando que o sistema não ameaça o mercado de cartões de crédito e que sua expansão incluiu milhões de brasileiros antes excluídos do sistema bancário. Sobre o Pix Automático, classificou a funcionalidade como "um instrumento de inclusão e eficiência", citando os ~60 milhões de brasileiros sem cartão de crédito como público beneficiado. Diante de uma investigação comercial dos EUA em 2025, defendeu o Pix como "infraestrutura estratégica e crítica para o País", e mais recentemente o descreveu como sistema "gratuito", "seguro" e "instantâneo", atribuindo a ele a redução do uso de cheques e dinheiro físico.
Seu antecessor na presidência do BCB, Roberto Campos Neto, já defendia a mesma agenda: em junho de 2023, declarou que a inovação do BCB visava "aumentar a inclusão financeira e a competição" reduzindo o custo de intermediação; em dezembro do mesmo ano, atribuiu ao Pix papel central na inclusão de 71,5 milhões de novos usuários ativos.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), comentando o Relatório de Economia Bancária do BCB, argumentou que a concentração do setor financeiro nacional vem diminuindo, destacando o ganho de participação de cooperativas e fintechs — as cooperativas teriam ampliado sua fatia de 4,3% (2019) para 6,1% (2021) no mercado de crédito.
A Operação Carbono Oculto, deflagrada em 28/08/2025 pela Receita Federal e pelo Ministério Público de São Paulo (com a Polícia Federal), identificou um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) que utilizava fintechs e fundos de investimento como "banco paralelo". Uma única instituição teria movimentado mais de R$ 46 bilhões não rastreáveis entre 2020 e 2024; a operação atingiu mais de 350 alvos, sendo classificada pela Receita Federal e pelo Ministério Público de São Paulo como a maior operação contra o crime organizado da história do país.
Em nova fase da operação, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que seis fintechs identificadas movimentaram R$ 26 bilhões, incluindo uso de criptoativos para lavagem de dinheiro, levando a ~60 mandados de busca em cinco estados. Como desdobramento, a Receita Federal publicou a Instrução Normativa RFB nº 2.278/2025, submetendo instituições de pagamento às mesmas obrigações acessórias das instituições financeiras tradicionais.
O presidente da Febraban, Isaac Sidney, criticou o modelo de autorização precária que permitiu a rápida entrada de novas instituições de pagamento, argumentando que o setor financeiro exige "comando estatal do início ao fim, controle forte, regulação forte, supervisão constante e regras inflexíveis" em segurança; segundo ele, a entrada indiscriminada de agentes sem autorização prévia "abriu as portas para engenharias financeiras e esquemas criminosos" — posição que precedeu em poucos dias o pacote de segurança do BCB de 05/09/2025 (ver C.5).
Artigo acadêmico da Revista Eletrônica Direito e Política (Univali) argumenta que o crescimento acelerado das instituições de pagamento demanda atenção ao risco sistêmico, já que operam sob regime de capital mínimo distinto do aplicável aos conglomerados financeiros tradicionais. A Revista de Defesa da Concorrência do CADE descreve o "descompasso regulatório" como um dos principais desafios das fintechs, alertando que a ausência de regras equivalentes às dos bancos pode gerar risco sistêmico e condições competitivas assimétricas.
Reforçando o rigor regulatório, o diretor de fiscalização do BCB, Ailton Aquino, afirmou preferir enfrentar dezenas de processos judiciais a recuar nas exigências impostas às fintechs; segundo ele, a existência de iniciativas de inovação lideradas pelo regulador depende de uma "burocracia bem estruturada". Em documento mais recente, o próprio BCB alertou que o uso crescente de IA no setor financeiro pode ampliar o risco cibernético do sistema, recomendando cautela adicional no mercado de crédito.
Conforme já registrado na Parte A, a McKinsey estimou que a IA generativa poderia adicionar entre US$ 2,6 e US$ 4,4 trilhões anuais à economia global. A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, descreveu a IA como força capaz de impulsionar a produtividade e o crescimento global, ainda que reconhecendo riscos distributivos. Estudo da OCDE (2022), citado pelo FGV IBRE, não encontrou sinais claros de destruição líquida de empregos atribuível à IA em países avançados — o efeito observado seria de mudança na composição dos empregos.
Em relatório de janeiro de 2024, o FMI estimou que a IA afetaria ~60% dos empregos em economias avançadas, 40% globalmente e 26% em países de baixa renda; Georgieva declarou que "é certo que haverá impacto", alertando que a tecnologia tende a piorar a desigualdade salarial. Em análise mais recente (dez/2025), o FMI comparou a IA a tecnologias de propósito geral do passado (vapor, eletricidade), ponderando que sua contribuição à produtividade permanece modesta até o momento. Estudo citado pelo FGV IBRE identificou queda média de 12% nas vagas de ocupações mais expostas à substituição por IA entre o fim de 2022 e jun/2025 — efeito que teria crescido a partir de uma base de ~6%.
| Nº | Seção | Dado | Fonte A | Fonte B | Observação |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | A.1 | Data de entrega do UNIVAC I | EBSCO Research: 31/03/1951 | History.com / Smithsonian: 14/06/1951 | Possivelmente "entrega física" vs. "cerimônia de dedicação"; não reconciliado. |
| 2 | B.3 | Posição do Brasil no ranking mundial de TI (2024) | ABES/IDC: 10ª posição, US$ 59 bi | 4MATT: 11ª posição, US$ 30,8 bi | Possível diferença de escopo (TI total vs. software/serviços); não reconciliado. |
| 3 | B.4 | Nº de Deep Techs no Brasil | Emerge, 2024: 875 | Emerge/Cubo Itaú, 2025: 952 | Metodologias e anos-base distintos da mesma consultoria. |
| 4 | B.6 | Ranking do Brasil em ataques cibernéticos | Redbelt: 7ª posição mundial em vazamento de dados | DPOnet: entre os 3 países mais atacados | Nenhuma fonte identifica a instituição de origem; ambas Bronze não corroboradas. |
| 5 | B.8 | Déficit anual de profissionais de TI | Brasscom, série 2019–2024: demanda 665.403, formados 464.569 | InvGate (via Brasscom): 53 mil/ano vs. 159 mil/ano | Possível referência a anos-safra distintos; não reconciliado. |
| 6 | B.10 | Financiamento total da Nova Indústria Brasil | MDIC/Agência Gov (texto): R$ 300 bi | Mesma fonte (declaração de Lula): R$ 330 bi | Mesma matéria apresenta dois valores. |
| 7 | C.2 | Nº de fintechs ativas no Brasil (2025) | Distrito: 828 | Fincatch: 2.156 / Sling Hub-Torq: 2.083 / Distrito (LatAm): ~1.600 | Quatro contagens distintas, mesma janela temporal. |
| 8 | C.2 | Nº de IPs e SCDs autorizadas | BCB (dez/2024): 174 IPs / 134 SCDs | CSB Fintechs (abr/2026): "120+" / "80+" | Fonte mais recente aponta número menor — inconsistente com a tendência histórica. |
| 9 | C.7 | Consentimentos ativos no Open Finance | Celcoin/BCB: 103 mi; Dock/BCB: 197 mi | CSB Fintechs: "30+ milhões" | Terceiro valor muito inferior, apesar de mais recente. |
| 10 | C.6 | Volume financeiro anual do Pix (2025) | Não localizado dado oficial consolidado equivalente | CSB Fintechs: R$ 26,4 tri (sem link direto à fonte) | Dado de fonte Bronze não corroborado em fonte primária. |
Dados confirmados de forma consistente por duas ou mais fontes independentes, sem conflito de valores entre si.
| Dado | Valor / Síntese | Fontes corroborantes |
|---|---|---|
| IBM System/360 | Abril de 1964; +US$ 100 bi em receita até meados dos anos 1980 | IT History Society; ETHW; CHM; IBM; Wikipédia |
| Intel 4004 | 15/11/1971; 1º microprocessador comercial de chip único | CHM; Smithsonian; IEEE Spectrum; Intel |
| Bolha das pontocom | Nasdaq +600% (1995–mar/2000) e −78% (2000–2002) | Library of Congress; Wikipédia; EBSCO; Goldman Sachs; arXiv |
| Lançamento da AWS | S3 (mar/2006) e EC2 (ago/2006); ~1/3 do mercado mundial de nuvem em 2023 | TechAhead; Computer Weekly; Britannica; Wikipédia |
| iPhone e App Store | iPhone em 29/06/2007; App Store em 10/07/2008 | Technology.org; Statista; Wikipédia |
| ChatGPT | 30/11/2022; 100 milhões de usuários em ~2 meses | History.com; Emerald Publishing |
| PIB brasileiro em 2025 | R$ 12,7 tri; +2,3% real no ano | IBGE; Agência Gov; Ministério das Comunicações |
| Crescimento de "Informação e Comunicação" (2025) | +6,5% real vs. 2024 | IBGE; Ministério das Comunicações |
| Mercado de TI no Brasil (2025) | US$ 67,8 bi; +18,5% | ABES; TI Inside; The Shift; Descomplica |
| 10ª posição mundial em investimento em TI (2024) | ~US$ 59 bi; ~35% do investimento latino-americano | ABES/IDC; Match<IT>; Fenati; TI Inside |
| PBIA | R$ 23,03 bi previstos entre 2024–2028 | MCTI; CREA-RJ; Anprotec; blog 1doc |
| Cobertura de 5G supera meta 2027 | 63,61%–64,94% já em 2025 | TeleSíntese; Agência Gov; Ministério das Comunicações |
| Pagamentos do 2º sem/2025 | 78,4 bi de operações; Pix com 54,7%; R$ 68,2 tri no total | Finsiders Brasil; Let's Money (citando BCB) |
| Criação das categorias SCD e SEP | Resolução CMN nº 4.656, de 26/04/2018 | Vórtx; Freitas Ferraz; Estudo Especial nº 89 do BCB |
| Encerramento da 2ª fase-piloto do Drex | Nov/2025; abandono da infra Hyperledger Besu | Wikipédia; Exame; CoreBit |
| Lançamento da Nova Indústria Brasil | 22/01/2024; metas até 2033 | MDIC; Agência Gov |
| Operação Carbono Oculto | Deflagrada em 28/08/2025; fintechs usadas em lavagem de dinheiro do PCC | Receita Federal; Agência Gov; Wikipédia; Transparência Internacional; Canal Rural |
184 referências ao todo, organizadas por parte do relatório. Todas acessadas em 20/07/2026 (correção: 21/07/2026; integração complementar: 23/07/2026); nenhum link apresentou status "inativo" no momento da consulta.
| Nº | Fonte |
|---|---|
| 1 | IT History Society — IBM System/360. link |
| 2 | ETHW — IBM System/360. link |
| 3 | This Day in Tech History — IBM System 360. link |
| 4 | Computer History Museum — CHM Revolution, IBM System/360. link |
| 5 | IBM — The IBM System/360. link |
| 6 | Wikipedia — IBM System/360. link |
| 7 | CHM — 35th Anniversary of the Intel 4004. link |
| 8 | Smithsonian NMAH — Intel 4004 Microprocessor. link |
| 9 | CHM — This Day in History, Nov. 15. link |
| 10 | IEEE Spectrum — Chip Hall of Fame: Intel 4004. link |
| 11 | Intel — The Intel 4004 (Virtual Vault). link |
| 12 | Low End Mac — Personal Computer History: 1975-1984. link |
| 13 | Cult of Mac — IBM PC aims for Apple II. link |
| 14 | Low End Mac — Apple Has Always Been a Niche Player. link |
| 15 | The Core IT — The Rise of Personal Computers. link |
| 16 | DSP — The History of Oracle: 1977-2000. link |
| 17 | Britannica Money — Oracle Corporation. link |
| 18 | Wikipedia — Oracle Corporation. link |
| 19 | TheStreet — History of Microsoft. link |
| 20 | Library of Congress — Dot-com & Real Estate Bubbles. link |
| 21 | Wikipedia — Dot-com bubble. link |
| 22 | EBSCO Research — Dot-com bubble. link |
| 23 | Goldman Sachs — The Late 1990s Dot-Com Bubble Implodes in 2000. link |
| 24 | arXiv — Dissecting the dot-com bubble in the 1990s NASDAQ. link |
| 25 | Etonomics — The Dot-Com Bubble. link |
| 26 | TechAhead — The Remarkable History of AWS. link |
| 27 | Computer Weekly — AWS reaches its 8th birthday. link |
| 28 | Britannica Money — Amazon.com. link |
| 29 | Wikipedia — Timeline of Amazon Web Services. link |
| 30 | Technology.org — What Is the History of the iPhone? link |
| 31 | Statista — Apple's App Store turns 15. link |
| 32 | Wikipedia — IPhone. link |
| 33 | asmr.education — Bitcoin Whitepaper Published. link |
| 34 | History.com — ChatGPT is released. link |
| 35 | Emerald Publishing — Economics of ChatGPT. link |
| 36 | McKinsey & Company — The economic potential of generative AI. link |
| 37 | Towards Data Science — ChatGPT: Two Years Later. link |
| 38 | EBSCO Research — UNIVAC I First Commercial Electronic Computer. link |
| 39 | EBSCO Research — First Commercial Computer. link |
| 40 | Smithsonian Institution — Univac I Console. link |
| 41 | History.com — UNIVAC dedicated. link |
| Nº | Fonte |
|---|---|
| 42 | IBGE — PIB cresce 2,3% em 2025. link |
| 43 | Agência Gov — PIB brasileiro avança pelo quinto ano seguido. link |
| 44 | Ministério das Comunicações — Setor de Informação e Comunicação cresce 6,5% em 2025. link |
| 45 | Brasscom — Relatório inédito aponta crescimento do setor de TIC. link |
| 46 | Brasscom — Estudo projeta até R$ 2 trilhões em investimentos até 2029. link |
| 47 | IT Forum — Brasil deve investir R$ 2 tri em TI até 2029. link |
| 48 | TechNewsParaná — Estudo da Brasscom projeta R$ 2 trilhões. link |
| 49 | TI Rio — Brasil projeta R$ 774 bilhões em investimentos até 2028. link |
| 50 | Brasscom — Macrossetor de TIC pode gerar até 147 mil empregos em 2025. link |
| 51 | InvGate — Mercado de trabalho em TI no Brasil. link |
| 52 | ABES — Mercado de TI no Brasil cresce 18,5% em 2025. link |
| 53 | TI Inside — Mercado de TI: Brasil cresce acima da expectativa em 2025. link |
| 54 | TI Inside — Mercado brasileiro de software deve crescer 9,5% em 2025. link |
| 55 | Fenati — Mercado brasileiro de software deve crescer mais que a média global. link |
| 56 | Match<IT> — ABES Summit 2025. link |
| 57 | The Shift — Brasil concentra 38% do mercado de TI da América Latina. link |
| 58 | Descomplica — Mercado de TI no Brasil cresce em 2025. link |
| 59 | 4MATT — Mercado de Software no Brasil em 2025. link |
| 60 | Agência FAPESP — Brasil tem o maior número de deeptechs na América Latina. link |
| 61 | Revista Pesquisa FAPESP — Deep techs do Brasil conseguem menos financiamento. link |
| 62 | Band — Brasil lidera em Deep Techs. link |
| 63 | Startups.com.br — Deep Techs no Brasil. link |
| 64 | Instituto Caldeira — Deep techs: ciência, propósito e impacto. link |
| 65 | Agência FAPESP (naMídia) — Deep techs se multiplicam no Brasil. link |
| 66 | Anprotec — MCTI apresenta Balanço do PBIA. link |
| 67 | Blog 1doc — PBIA: conheça o plano. link |
| 68 | Agência Gov — Brasil quer acelerar revolução da IA. link |
| 69 | CREA-RJ — Brasil lança versão final do PBIA. link |
| 70 | MCTI — PBIA: o plano ambicioso de IA para o Brasil. link |
| 71 | MCTI — Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (página oficial). link |
| 72 | MCTI — Publicada versão final do PBIA. link |
| 73 | Redbelt — Cibersegurança no Brasil em 2025. link |
| 74 | TI Inside — A nova fase da Cibersegurança em 2026. link |
| 75 | DPOnet — Cibersegurança no Brasil (2025). link |
| 76 | DPO Brasil — 5 anos de ANPD. link |
| 77 | Minotto Contabilidade — ANPD em modo fiscal 2026. link |
| 78 | TI Inside — Cinco anos da LGPD: sanções tímidas, riscos crescentes. link |
| 79 | Blog BCompliance — Canal LGPD: o que a ANPD verifica antes de multar. link |
| 80 | Gisele Truzzi (advocacia) — As primeiras multas da ANPD. link |
| 81 | André Badini (blog) — LGPD aos cinco anos. link |
| 82 | TeleSíntese — Cobertura de 5G supera meta prevista para 2027. link |
| 83 | Agência Gov — Cobertura de 5G já supera meta prevista para 2027. link |
| 84 | Ministério das Comunicações — Cobertura de 5G já supera meta. link |
| 85 | TELETIME — Evolução das telecomunicações no Brasil em 2025. link |
| 86 | TeleSíntese — 5G no Brasil superou os 57,8 milhões de usuários. link |
| 87 | Economic News Brasil — Cobertura 5G no Brasil chega a 64%. link |
| 88 | Ministério das Comunicações — Banda larga fixa cresceu 2,7% em dez/2025. link |
| 89 | Anatel — Resultados do 2º trimestre de 2025. link |
| 90 | Câmara dos Deputados — Marco legal permanente para política industrial. link |
| 91 | Capital News — Política Industrial e Inovação. link |
| 92 | Enjatec — Marco Legal da Política Industrial: o que muda. link |
| 93 | ANPEI — Marco Legal das Startups: pontos para entender. link |
| 94 | Agência Gov — Nova política industrial tem R$ 300 bilhões previstos. link |
| 95 | MDIC — Brasil ganha nova política industrial com metas até 2033. link |
Comentários
Postar um comentário